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Jessica Carbone: No que devemos nos empenhar (enfim) sobre o design dos escritórios?

No que devemos nos empenhar (enfim) sobre o design dos escritórios?

Por Jessica Carbone*

Ao olharmos para o futuro, quais soluções e estratégias devemos nos empenhar para desenvolver e como os empregadores e os locais de trabalho podem apoiar melhor os trabalhadores em um futuro pós-pandêmico?

Que todos puderam experienciar o trabalho híbrido e que muitos conseguiram ter bons resultados, não há dúvidas. O ser humano é um ser adaptável, inclusive em nossa história evolutiva exatamente essa adaptabilidade nos posicionou como espécie dominante frente a outras inúmeras espécies.

Porém, como mamíferos, vivemos em bandos, e nossa genética não nos permite esquecer do nosso senso de pertencimento, fortemente nossas células reagem, e a química cerebral acontece. Naturalmente vemos isso refletido drasticamente no desempenho emocional das equipes remotas, com um dado interessante, esse comportamento independe da nacionalidade.

Cruzando os dados de pesquisas de trabalhadores das Américas e da Europa pude observar que são muito semelhantes: aqueles trabalhadores que podem escolher onde trabalhar estão optando por retornar ao escritório, e estão fazendo isso porque é lá onde eles são mais produtivos. Aqueles que trabalham principalmente ou em tempo integral em casa o fazem por preocupação com o COVID-19 e outros fatores de conveniência, sugerindo benefícios de
trabalho/vida
associados ao trabalho em casa.

As estratégias de local de trabalho mais bem-sucedidas encorajam os funcionários com a capacidade de escolher o que funciona melhor para eles. Essa escuta ativa por parte da empresa é de extrema importância, é como um canal aberto, mantendo inclusive um apoio para a saúde mental do colaborador.

O modelo de trabalho futuro está em evolução, atuando frente às questões de salubridade do ambiente, saúde mental e inclusão. Só chegaremos ao cerne dessa questão com uma compreensão mais profunda da conexão entre design, o universo dos negócios e da própria experiência humana.



* Jéssica Carbone é Arquiteta e Urbanista, Membro da Academy of Neuroscience for Architecture - ANFA, Colaboradora do Instituto NAD - Neuroarquitectura y Diseño no Chile, Certificada em Economia Comportamental e Ciência Cognitiva pela PUCRS, Especialista em Neurociência aplicada à Arquitetura, Especialista em Neurociências e Comportamento pela PUCRS, Formada em Neuromarketing e Neurociência do consumidor pela Copenhagen Business School. Mentora de Neuroarquitetura no Instituto As Valquírias - SJRP, Voluntária no grupo “Mulheres do Brasil” em Basel, atuando no acolhimento das brasileiras que chegam à Suíça, Voluntária na OESA (Asylum Seekers Centers humanitarian Relief) trabalhando junto à famílias e crianças refugiadas de diferentes partes do mundo na Suíça – com o objetivo de criar uma nova perspectiva de vida para os refugiados, com dignidade e cooperação.

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