Neuroarquitetura no local de trabalho

Descubra como explorar os sentidos, pensando em como eles podem ser estimulados.

A qualidade de vida do colaborador está cada vez mais presente nos debates e discussões no mundo dos negócios, não é mesmo? Esse fato incentivou a criação de um novo campo do conhecimento: a neuroarquitetura.

Essa área tem como conceito, a grosso modo, a união entre a neurociência e a arquitetura.

Ambas tratam da interação de pessoas e grupos com o ambiente onde estão. Além disso, abordam a maneira como esse ambiente é percebido!

União para criar o clima ideal

Sabe quando tudo num determinado ambiente parece fazer sentido? Pois é: aliando essas duas áreas, é possível entender os elementos que são capazes de se conectar com o clima desejado.

Por isso, a sensação de bem-estar acaba sendo resultado de projetos que valorizam a abordagem da neuroarquitetura.

Em primeiro lugar, a arquitetura trabalha para oferecer a praticidade, ergonomia e funcionalidade desejadas.

A neurociência, por sua vez, transforma o modo de perceber o ambiente a partir das sensações, como bem-estar, acolhimento, desordem, rigidez, etc.

Em relação a isso, vale destacar que esse bem-estar é algo bem palpável! Ele pode ser materializado na escolha dos móveis, na decoração, no melhor aproveitamento – e, se for o caso, na otimização dos espaços.

Mas, como aplicar neuroarquitetura?

Para aplicar os fundamentos da neuroarquitetura na rotina da empresa, separamos algumas dicas. Para começar, é importante explorar os sentidos, pensando de que maneira eles podem ser estimulados para a sensação de bem-estar.

1. Pense nas cores

Já ouviu falar em “psicologia das cores”? Não é à toa que as praças de alimentação estão repletas de amarelo e vermelho, que são relacionadas a movimento, energia, paixão e… fome! Essas são escolhas certeiras para redes de fast-food, que provavelmente já vieram à sua cabeça!

Já no caso dos projetos corporativos, você deve optar por aquelas cores que estão relacionadas ao negócio. Neste segmento, é comum a escolha de paletas neutras e detalhes em cores fortes. Isso equilibra os tons, elimina a monotonia e agrega elegância ao ambiente.

2. Cuide do barulho

Este é outro cuidado essencial para que o seu espaço funcione bem.

Uma vez que o isolamento acústico e os sons suaves promovem a concentração e o conforto auditivo, ele se torna um ponto indispensável nos escritórios.

Além disso, vale destacar que o volume de ruídos tem relação também com a saúde física dos colaboradores. O barulho considerado saudável em escritórios varia entre 60 e 65 decibéis.

3. Invista na iluminação natural

A iluminação do local faz toda a diferença! Ela é um pilar básico do conforto e da qualidade de vida nos espaços de trabalho. Já que algumas cores e intensidade estão ligadas a sensações como aconchego e ao estado de alerta.

A iluminação também está relacionada à produtividade do local de trabalho. É preciso ter em mente que cada atividade necessita de um tipo adequado de luz para a sua execução.

A luz fraca ou excessiva, por exemplo, prejudica a visão e gera um desconforto capaz de atrapalhar o desempenho das atividades.

Resultado: transformação!

Observando esses três pontos, é possível transformar qualquer espaço. Afinal, a aplicação da neuroarquitetura transforma a atmosfera da empresa. Além disso, ela dá ao colaborador mais condições de realizar melhor o seu trabalho.

Por isso, explore as possibilidades!

Unir a neurociência e a arquitetura traz resultados muito proveitosos do ponto de vista da experiência do indivíduo com o ambiente. Além, é claro, do aumento expressivo da produtividade.

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